O DIABÓLICO DUQUE DE ESSEX - ROXANE NORRIS



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O Diabólico Duque de Essex é o segundo livro da trilogia "Irmãs Reins" da autora Roxane Norris, e conta a história de como a caçula Gwen conheceu Yurik Asworth, Duque de Essex, caminhando pelas ruas do Rio de Janeiro.

Entremeada de mistério, espionagem e paixão, Roxane introduziu a história brasileira em sua trama através da convivência entre os personagens e a família Imperial. 

Elegemos a Quinta da Boa Vista como o ponto turístico de mais destaque no livro. E é sobre ele que vamos escrever nessa resenha. Esperamos fazer com que tenham vontade de conhecer pessoalmente esse local importante na nossa história.



QUINTA DA BOA VISTA
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A Quinta da Boa Vista está localizada no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, e é um dos maiores parques urbanos da cidade, com cerca de 155 mil metros quadrados, que atualmente formam um complexo paisagístico público de grande valor histórico. Em suas dependências localizam-se o Museu Nacional, o Jardim Zoológico do Rio de Janeiro, o Paço de São Cristóvão e o Restaurante Quinta da Boa Vista.

Nos séculos XVI e XVII a área onde se localiza a Quinta da Boa Vista pertencia a uma fazenda de Jesuítas, que foi desmembrada no século XVIII após a expulsão da ordem em Portugal e suas colônias, e suas terras foram desmembradas e adquiridas por particulares.



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Quinta da Boa Vista na ilustração de Maria Graham em 1820

Quando a Família Real chegou ao Brasil em 1808, a Quinta pertencia ao comerciante português Elias Antônio Lopes, que construiu, por volta de 1803, um casarão sobre uma colina, da qual se tinha uma boa vista da Baía de Guanabara – o que deu origem ao atual nome da Quinta. Por causa da carência de espaços residenciais no Rio de Janeiro, Elias doou a sua propriedade a D. João VI, que se sentiu honrado e decidiu transformá-la em Residência Real.

Para acomodar a Família Imperial, o casarão, chamado de Paço de São Cristóvão, mesmo sendo vasto e confortável, necessitou ser adaptado. A reforma mais importante iniciou-se à época das núpcias do D. Pedro I com Maria Leopoldina da Áustria em 1816, e estendeu-se até 1821. Além da reforma, foi instalado um portão monumental em sua entrada, presente de casamento do General Hugh Percy, 2º Duque de Northumberland. Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, esse portão encontra-se atualmente na entrada principal no Jardim Zoológico.

No decorrer do período regencial, o Paço sofreu diversas transformações. Uma delas foi a ampliação do palácio feita por D. Pedro II iniciada de 1850. O objetivo das reformas era solidificar o palácio como o local que emana o poder imperial e reforçar a construção do estado nação, com o acompanhamento e apoio dos súditos, especialmente da nobreza brasileira, no uso de símbolos e rituais para fortalecer o poder monárquico.

A moradia real ficou dividida em três pavimentos: O primeiro destinava-se aos serviços gerais e algumas recepções; o segundo pavimento era mais ornamentado, que era utilizado para receber visitantes; e no terceiro ficavam os dormitórios e áreas particulares da família.


  • Museu Nacional do Rio de Janeiro


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Em 1892, o museu nacional, a mais antiga instituição científica do brasil e criado por D. João VI, foi transferido do Campo de Santana no Centro da cidade para o Paço de São Cristóvão, após a saída da Família Imperial em 1889. E por ter sido a moradia da realeza, teve um caráter ímpar frente as outras instituições.

Administrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e localizado no Paço de São Cristóvão, o Museu Nacional reúne os maiores acervos científicos da América Latina, laboratórios de pesquisa e cursos de pós-graduação. As peças que compõem as exposições abertas ao público, cerca de três mil atualmente, são parte dos 20 milhões de itens das coleções científicas conservadas e estudadas pelos Departamentos de Antropologia, Botânica, Entomologia, Invertebrados, Vertebrados, Geologia e Paleontologia.

Atualmente o museu utiliza cerca de 13.500m² distribuído pelos três andares, com 122 salas no total, sendo 63 salas no primeiro andar, 36 no segundo e 23 no terceiro.

O acervo contém fósseis de várias partes do mundo, esqueletos de enormes dinossauros, múmias, esquifes egípcios, equipamentos e armas de civilizações primitivas e vários objetos indígenas brasileiros e de várias partes do mundo.

Abaixo o vídeo produzido pela Emissora TVRIOTUR em 2012, dois anos antes do museu sofrer com abandono e falta de pagamento dos funcionários, e ter as portas fechadas por 11 dias. Felizmente foi repassado o valor de R$8 milhões pelo MEC e o museu foi reaberto. Mesmo assim, o vídeo nos dá idéia do acervo e da arquitetura.





>Horário de Visitação:
Terça a domingo e feriados das 10h às 16h;
As segundas-feiras de 12h às 16h.

>Ingressos:
Inteira - R$6,00
Meia entrada - R$3,00
Crianças até 5 anos - Gratuíto
Pessoas com deficiência - Gratuíto
Professores, funcionários e alunos da UFRJ - Gratuíto


  • Jardim Zoológico

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A exposição pública de animais vivos na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, iniciou-se com a inauguração de um Jardim Zoológico em 1888, pelo barão de Drummond ao adquirir a antiga "Fazenda dos Macacos" no bairro de Vila Isabel, onde implantou um grande projeto de urbanização e manteve exemplares de diversas espécies, inclusive de outros países por possuir autorização do Império para importação.

Com a Proclamação da República no Brasil em 1889 e sem a ajuda de custo garantida pelo Imperador, a manutenção dos seus animais revelou-se um pesado encargo financeiro. Como solução, o barão concebeu uma loteria para financiá-lo. Diariamente pendurava uma gaiola coberta por um pano, ocultando um animal de pequeno porte, no alto do portão. Cada ingresso dava direito a um bilhete numerado e cada número correspondia a um animal, para concorrer a um sorteio diário. O dinheiro arrecadado era revertido, parte para a aquisição de mais espécimes para o zoológico, e parte como prêmio aos apostadores. Inicialmente os moradores do bairro e depois visitantes de toda cidade, faziam as apostas pela manhã e inteiravam-se do resultado do jogo do dia, fixado em um poste, ao final da tarde. Daí nasceu o atualmente conhecido "Jogo do Bicho".

No entanto, com a sucessão das administrações e diante das dificuldades, o antigo zoológico viu-se obrigado a fechar suas portas na década de 1940. Mas em março de 1945, o então presidente Getulio Vargas, inaugurou o novo Jardim Zoológico no parque da histórica Quinta da Boa Vista, que apesar de sua beleza, passava despercebida entre os roteiros de passeios e pacotes de agências de viagens do Rio de Janeiro, sendo mais visitada pelos cariocas e alguns visitantes ou turistas que procuravam algo fora do eixo principal e que conferia um ar especial para quem procurava algo que ia além de locais e realidades pré-arranjados para turismo. 

Zoológico do Rio tem uma área de 55 mil metros quadrados e um plantel de cerca de 1.300 animais, entre aves, primatas, répteis, peixes e felinos.

Em outubro de 2016, a administração do zoológico passou à gestão do Grupo Cataratas, a mesma que faz a gestão das Cataratas do Iguaçu, do EcoNoronha, das Paineiras Corcovado, do AquaRio e do Marco das Três Fronteiras. E tem como proposta iniciarem uma grande obra neste semestre e tornar o RioZoo uma referência mundial no tratamento de animais e na formação de visitantes conscientes, além de implantar o conceito de enclausuramento inverso usado em alguns zoos de outros países. Esse conceito se resume em retirar as grades que separam os animais do público para melhorar a experiência do visitante e promover um ambiente adequado para os animais.


> Horário de Visitação:
Terça a domingo e feriados das 10h às 16h.


>Ingressos:
Inteira - R$20,00
Meia entrada - R$10,00


  • Restaurante Quinta da Boa Vista

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Como a Quinta da Boa Vista, o prédio onde o restaurante está instalado também tem história. Nesse local funcionava a antiga capela da residência da Família Imperial, que tinha a particularidade de durante a missa os homens sentavam-se à direita e as mulheres à esquerda (o lado do coração) para não expor o Imperador à tentação, ao menos na hora da missa. 

Onde hoje funciona a cozinha, no passado era a casa do sacerdote. E os salões estão sobre um dos porões da antiga capela, onde D. Pedro I costumava passar as noites com suas escravas preferidas. E no outro porão era onde se castigavam os escravos que se rebelavam contra o cativeiro.

A capela da Quinta foi transformada em restaurante em 1954 e possui pinturas em estilo francês e móveis do século XVI, mantendo as características originais e preservando sua arquitetura. 

Em 2008, para comemorar os 200 anos da chegada da Família Imperial ao Brasil, os funcionários vestiram trajes da época. E a idéia foi tão elogiada que em 2009 passou-se a ser incorporado como uniforme permanente.


  • Parque da Quinta da Boa Vista

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Criado pelo paisagista francês Auguste Glaziou, o parque possui jardins, lagos, construções e estátuas de bronze originais e pode-se observar várias espécies da flora. 

A ampla área verde é um lugar propício para a realização de piqueniques, prática de esportes e passeios pelas grutas artificiais e pelo pedalinho no lago. 


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O Templo de Apolo se localiza em uma ilha artificial no lago e é acessado por uma ponte. Foi criado pelo paisagista Paulo Villon que se inspirou na arquitetura coríntia.


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A escultura Canto das Sereias da brasileira Nicoleta Vaz de Assis mede 1,50m de base com 1,50m de altura em mármore carrara, compreende três figuras e rochedo e está instalada no meio do lago, próximo ao templo em ruínas.

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O Pagode Japonês foi concebido para eventos musicais e tem a função de proporcionar sombra e permitir a visualização do jardim.





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No lago também está localizado a estátua Serpente feita em bronze.





No vídeo abaixo constam fotos dos monumentos do parque, mostrando a beleza desse local.






O Parque está aberto diariamente das 09h às 17h e a entrada é gratuíta.



Comentário Pessoal:

Como é bom ler um livro de romance histórico que se passa no Brasil. Atualmente muitos lançamentos, mesmo de autoras brasileiras, tem a Inglaterra ou Escócia como palco para seus personagens. 

Imaginar como foi um baile na Quinta da Boa Vista, a interação entre D. Pedro II e D. Teresa, e até como os bancos em pedra com conchinhas feitos pelas princesas foi recompensador.

Parabéns Roxane Norris! O Romance & Turismo espera que você escreva outros livros se passando no Brasil.


4 comentários:

  1. Oi Marcia.
    Mais uma ótima resenha! Eu amei este livro. A Roxane soube mesclar muito bem todo o suspense, o romance e as aventuras em que o casal se mete de forma a nos deixar encantados! Além de nos mostrar um Rio de Janeiro tão pouco conhecido pela maioria de nós.
    Bjus
    www.docesletras.com.br

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  2. Olá, Marcia! Tudo bem?
    Antes de tudo: amei o tema do blog!! É minha primeira visita e já estou conquistada. Pode contar que ganhou uma nova seguidora. o/
    Sou carioca, estudante de turismo e apaixonada por leitura. Pesquisando, não havia encontrado nenhum blog que aliasse esses dois elementos - turismo e literatura -, nem sabia o que esperar se encontrasse. Agora, digo que é uma ótima combinação *-*
    Sobre esta resenha, não sei se é porque ainda não me ambientei com a dinâmica das suas postagens, mas senti falta de um comentário mais aprofundado sobre o enredo do livro. A Roxane Norris, assim como o Romance e Turismo, foi uma descoberta para mim. Gostaria de ter lido mais sobre o trabalho dela.
    Concordo que é muito bom - na verdade, ótimo! - ver autoras nacionais apostando em cenários nacionais. Nós temos tantas possibilidades ainda tão pouco exploradas que parece um sacrilégio.
    E, se por um lado senti falta de informações sobre a história, por outro, já estou pensando numa visitinha à Quinta da Boa Vista. :D
    As curiosidades são incríveis! É sensacional ler isto e depois caminhar por estes locais. Nos torna consciente do lugar riquíssimo em história e cultura no qual residimos. Essa do jogo do bicho eu conheci no livro O homem que matou Getulio Vargas, do Jô Soares...
    Bem, é isso!
    Obrigada e parabéns. Está fazendo um trabalho maravilhoso promovendo os autores e os destinos numa tacada só. Rsrs
    Grande beijo!
    LL Julissa

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    Respostas
    1. Oi Julissa, obrigada pelos seus comentários e por seguir o Romance & Turismo.
      Como o objetivo é falar sobre os locais, por isso não faço uma resenha mais detalhada do livro, para não ficar muito longo. Mas vou levar em consideração na próxima resenha.
      Vou te indicar o blog Doces Letras (www.docesletras.com.br) que tem a resenha dos livros da Roxane Norris da forma que você precisa para conhecer os trabalhos dela. E essa série é muito boa!
      Já foi na nossa página no facebook? Curte lá para ficar sabendo das novidades - https://www.facebook.com/RomanceeTurismo/.
      Beijocas

      Marcia Souza

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Obrigada pelo seu comentário. Te aguardo novamente.